Post cheio de nomes, informações e datas. Se é too much information pra você, esqueça.
Hoje eu fui almoçar com o cara mais lindo do mundo e, voltando pra casa, encontrei com o Vitão, um amigo que eu não via há muito tempo. No ônibus, ficamos conversando sobre as pessoas em geral, e quando cheguei em casa fiquei pensando em como a nossa vida é uma teia de aranha de pessoas interligadas (HAN HAN SACOU SACOU) e como uma única pessoa saindo dessa teia pode fazer toda a diferença.
Bom, vamos começar assim.
Na sétima série (Act 1), 2004, eu era uma menina trevosa que gostava de metal e andava pelo Santo Antônio (não, pro alívio de muitos, eu nunca fui um morcegão) com um amiguinho que eu fiz na primeira série, o Lucas. Um belo dia, o Lucas e eu estávamos andando pela escola e descobrimos outras duas pessoas trevosas. Resolvemos conversar e descobrimos que seus nomes eram Laís e Cecília e elas estavam na sexta série.
O ano passou e eu fiquei (heeee...he) e quem foi da minha sala em 2005? A Laís e a Cecília. Nos tornamos amigas e somos amigas até hoje, apesar d'eu ser mais próxima da Cecília atualmente. O Vitão também era da nossa sala. Fiquei tão próxima da Cecília e de outras pessoas que, no ano seguinte, eu fiz de tudo pra conseguir mudar pra sala dela.
Em 2006, então, já menos trevosa, eu era uma menina de cabelo roxo no meio do Santo Antônio, onde o mais diferente que você consegue encontrar é alguém que descolore as pontas dos cabelos (isso era considerado hard core na escola, imagina então o que eu era considerada). Novamente na sala da Cecília, minha cota santantoniana de paciência já estava se esgotando. De qualquer forma, um belo dia eu estava na aula de Inglês e resolvi ir ao banheiro. Como as porcarias dos boxes do prédio de Línguas eram daqueles meio transparentes-esfumaçados (você vê mas não vê bem, sabe?), eu sempre tive muita agonia de fazer xixi sabendo que havia uma outra pessoa do meu lado que também estava fazendo xixi e eu tinha plena noção disso PORQUE EU VIA. Nesse belo dia, estava preparando pra fechar o boxe quando uma menina loira de franjas entrou, olhou pro banheiro e me viu. Eu saí e falei: "Ah, pode usar primeiro, eu tenho muita agonia de usar esse banheiro porque dá pra ver tudo". Ela riu e, bom, fez o que tinha que fazer lá dentro e foi embora.
Essa garota em questão, a Carol, se tornou uma das minhas melhores amigas e até hoje a gente brinca com essa história do banheiro. (meses depois ela me contou que sempre quis ser minha amiga porque eu era a menina do cabelo legal, olha que gracinha :3 pessoas gostavam de mim e eu não sabia)
Bom, tudo bem. Virei amiga da Carol no meio de 2006 e, em janeiro de 2007, ela me convidou pra sua festa. No dia do seu aniversário, estávamos no MSN quando, de repente, eu fui jogada pr'uma sala com pessoas totalmente aleatórias que também iam nessa festa. Lá eu conheci a Luh, a Anna (que futuramente se tornaria minha cunhada, mas AGUARDEM CENAS DOS PRÓXIMOS CAPÍTULOS), o Dandas, etc. E então fomos pra festa e eu conheci eles pessoalmente.
Algum tempo depois, eu fiquei realmente amiga da Anna, gostava demais dela e ela gostava demais de mim. Então, em 2008, eu tive um rolo com o irmão dela e, ahn, deu no que deu. heueheueheu De qualquer forma, nessa época a Cecília e eu continuávamos muito próximas e eu contei sobre o Paulo (o irmão da Anna) pra ela. Comentei que ele fazia Excalibur (uma espécie de grupo de RPG live que fica lutando com espadinhas de espuma e usa fantasias), coisa que a Cecília sempre quis fazer.
Depois de apresentá-los e descobrir que eles, Cecília e Paulo, moravam no mesmo quarteirão (SUPER DUPER FREAKING LOL), os dois viraram amigos e a Cecília se interessou por um amigo do Paulo, o Henrique. Ah sim, nessa época, a Anna e o Vitão (do início da história e que estudou comigo) estavam namorando. Continuando, a Seshi (Cecí) ficou interessada no Rique, mas ele não dava bola pra ela, e ficamos assim a porra do ano inteiro, a Seshi querendo e o Rique não cedendo.
Até que, nesse ano, os dois começaram a namorar!!!!
Agora façamos uma retrospectiva.
Eu conheci o Lucas. Conhecemos Cecília e Laís. Fiquei na sala da Cecília, da Laís e do Vitão. Continuei amiga dos três. Conheci a Carol. Através da Carol, Vitão e eu conhecemos a Anna. Através da Anna, eu conheci o Paulo, e através do Paulo, eu conheci o Rique. Através de mim, a Seshi conheceu o Rique.
AGORA IMAGINA SE UMA DESSAS PESSOAS NÃO ESTIVESSE AQUI. Por exemplo, se eu não tivesse conhecido o Lucas na primeira série, aliás, se eu não tivesse conhecido ele at all, eu provavelmente não passaria os três primeiros meses de 2004 enchendo o saco do garoto por causa do Evanescence que ele tanto gostava e era trevoso pra ele. Logo não teríamos conhecido as meninas, e aí nada disso teria acontecido.
E se a Carol não tivesse entrado no banheiro aquela hora? E se fosse só mais uma menina sem graça do CSA que faz luzes platinadas, tem pulseirinha do reggae no tornozelo, ouve Marley e fuma um escondido na capela de Santo Antônio? Eu provavelmente não teria ido com a cara dela e nem teria comentado nada do banheiro, então eu nunca teria feito uma amiga. E se eu nunca tivesse conhecido a Carol, como eu conheceria a Anna e assim por diante? Como a Seshi e o Rique namorariam?
E se eu não tivesse um rolo com o Paulo? Ele continuaria sendo só o irmão-da-Anna-que-parece-nerd e que aparentemente tinha vergonha de conversar comigo (eu lembro até hoje que quando eu dormi na casa da Anna pela primeira vez ele nem falou direito comigo, era muito tímido mesmo), e nós nunca teríamos conversado de verdade, e eu provavelmente nunca teria tido idéia de que ele tinha amigos num tal de Excalibur, e aí adeus romance de Cecília Maria e Henrique Adolfo!
Quer dizer. Eu acho que o destino daria um jeito, porque ele sempre dá um jeito. Mas isso me faz pensar na quantidade de pessoas que passam pela gente durante o dia, pessoas como a gente, que têm sofrimentos e felicidades e ansiedades e sonhos, e que provavelmente são mais parecidas conosco do que pensamos, mas a gente nem sequer pensa nisso! Porque o destino se encarregaria de colocar A determinada pessoa na nossa vida, certo? É o destino que, hm, nos faz olhar pro lado e puxar assunto no ônibus, e é o destino que faz você ouvir determinadas coisas e conhecer as pessoas mais legais, e é o destino que faz você tropeçar na hora certa e perder o táxi que você ia pegar que daqui 3km vai ficar sem freio e vai bater num poste. QUER DIZER, isso tudo é muito insano! Porque se eu não estivesse no banheiro aquela hora, e porque se a minha mãe e a mãe do Lucas não conversassem na primeira série enquanto esperavam o sinal da escola, e porque se eu tivesse um compromisso no dia da festa, e porque se eu estivesse comprometida na época do rolo com o Paulo, NADA DISSO PODERIA TER ACONTECIDO! Nada! Já imaginou como uma única, uma únicazinha coisa faz toda a diferença do mundo? É incrível o poder do sim e o poder do não! É incrível o poder de uma decisão! É incrível quanta coisa você pode impedir de acontecer por causa de uma SIMPLES RESPOSTA!
E eu não estou bêbada!
É só que... sabe, o mundo é tão grande e tem tanta gente nele, e a gente tem um tempo tão curto... dá até medo pensar que cada segundo é uma oportunidade, cada milésio é uma chance. A cada minuto você perde a chance de conhecer uma pessoa maravilhosa! A cada minuto você ganha a chance de ter mais perto de você as pessoas que você ama! A cada minuto milhares de pessoas nascem e outras milhares morrem, e enquanto isso você está apenas pensando como a escola foi burra de colocar esses boxes, e está pensando se deve ou não ir pr'aquele lado da mesa, e está morando no mesmo quarteirão de uma pessoa que vai te apresentar o cara que você vai namorar e NÃO TEM NEM IDÉIA DISSO! Alguém tem noção do quanto isso consegue ser incrivelmente bizarro e assustador e incrível?
Hm.
Eu devia aproveitar que o meu raciocínio tá a mil agora e deveria estudar.
Num tem tu vai tu mesmo
5 horas atrás
3 comentários:
AAAWN olha eu na história :D
Isso tudo me fez pensar que eu só conheço a Carol por causa do namoro do meu irmão e a Priscila. E se eu não gostasse de Harry Potter (é sério) eu nunca teria levado minha amizade com a Carol em diante, nunca teria te conhecido e ... (...) ...
É, seu post me fez pensar!
Beeeijo, Gabi!
oaiuehoaieuh, gracias pela linkagem mais mentirosa dos ultimos tempos!
bom, boiando em todos os contextos, concordo que a vida é um negócio estranho mesmo...se é.
<3
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